Em Curitiba, no dia 20 de julho, às 19h, na livraria Arte e Letra, aconteceu o lançamento do livro “Dario Vellozo: em busca do templo perdido” (Humana Editora), de Caio Ricardo Bona Moreira. Aconteceram leituras de textos de Dario Vellozo por membros do Centro de Letras do Paraná, da Academia Feminina de Letras do Paraná, da Academia Paranaense da Poesia, da União Brasileira de Trovadores – Seção Curitiba, do Centro Paranaense Feminino de Cultura, da Academia de Letras José de Alencar e do Instituto Neo-Pitagórico. Dario Vellozo foi um dos nomes mais importantes da poesia simbolista paranaense. O evento contou com a presença do editor e escritor Fernando Broppré, que lançou lá seu livro "Sándor Lénárd no fim do mundo". O evento contou com uma fala do poeta e músico Manoel Anísio Moscalewski.
domingo, 31 de julho de 2022
quinta-feira, 14 de julho de 2022
Lançamento do livro "Dario Vellozo: em busca do templo perdido", em Curitiba
Lançamento do livro "Dario Vellozo: em busca do templo perdido", em Curitiba, na Livraria Arte e Letra. No próximo dia 20, às 19h. Ocorrerá também o lançamento do livro Sándor Lénárd, de Fernando Bopré. Ambos integram a coleção Biografemas da @humanasebolivraria . Além da conversa com os autores, acontecerão leituras de textos de Dario Vellozo por membros do Centro de Letras do Paraná, da Academia Feminina de Letras do Paraná, da Academia Paranaense da Poesia, da União Brasileira de Trovadores – Seção Curitiba, do Centro Paranaense Feminino de Cultura, da Academia de Letras José de Alencar e do Instituto Neo-Pitagórico.
quarta-feira, 15 de junho de 2022
Lançamento presencial do livro Dario Vellozo: em busca do Templo Perdido
Lançamento do livro Dario Velloso: em busca do templo perdido
Live de lançamento do livro Dario Vellozo: em busca do templo perdido:
https://www.youtube.com/watch?v=4uG9yJ2z2QI
sexta-feira, 13 de maio de 2022
Dario Vellozo: em busca do templo perdido
Com alegria, comunico o lançamento de meu novo livro, "Dario Vellozo: Em busca do Templo perdido"
Sinopse
O livro apresenta um passeio pela vida e obra do poeta simbolista Dario Vellozo (1869-1937), curiosa figura que viveu em Curitiba no final do século XIX e início do XX. É também o relato de uma busca por seus passos.
Professor de história, teurgo, esgrimista, livre-pensador, homeopata, tipógrafo, agitador cultural, polemista, Dario foi também um entusiasta da cultura clássica grega, tendo promovido na cidade eventos como as Festas da Primavera, que tinham como intuito reavivar a Hélade pagã em plena modernidade. No bairro Vila Izabel, construiu o Templo das Musas, que ainda hoje é sede Instituto Neo-Pitagórico, uma frateria fundada com o objetivo de estimular, por meio do culto a Pitágoras, a cultura, a amizade, e o estudo. Paralelamente, ligou-se ao esoterismo, tendo publicado uma série de revistas com interesse místico, filosófico e literário.
O mago chegou a criar uma comunidade na cidade de Rio Negro, em 1914, que faz divisa com Santa Catarina. Ali, no lugar que chamou de Nova Krótona, criou a Escola Brasil Cívico, com uma pedagogia alternativa. O livro aborda o contato entre o escritor e outras personalidades como Philéas Lebesgue, Albert V. Fric, Roberto de las Carreras, Ida Hoffmann, Raymond Costet, Olavo Bilac. Dario Vellozo: em busca do Templo perdido revisita a belle époque curitibana para abordar a pervivência da poética simbolista na obra de autores contemporâneos. O poeta Paulo Leminski, que considerou Dario a figura mais interessante do simbolismo paranaense, aparece sentado na escadaria do Templo, inscrevendo assim um tempo em outro.
Este título compõe a coleção Biografemas da Editora Humana e foi contemplado com recursos do Edital Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura do Governo do Estado de Santa Catarina.
Lançamentos
O livro será lançado presencialmente no dia 28 de maio de 2022, às 19h30, na cidade de Porto União (SC). O evento contará com a presença do autor e ocorrerá no Café Topázio (Rua Frei Rogério, 118 – Centro, Porto União).
No dia 23 de maio, às 18h30, ocorrerá uma transmissão ao vivo pelo canal da Humana Sebo e Livraria no Youtube, com a participação do autor, de Fernando Boppré (coordenador editorial da Editora Humana), de Ricardo Machado (organizador da Coleção Biografemas, historiador e professor da Universidade Federal da Fronteira Sul) e a presença especial de Manoel Anísio Moscalewski, poeta e músico,
membro honorário do Centro de Letras do Paraná, membro da Academia Paranaense da Poesia e da UBT Curitiba.
Em Curitiba, o lançamento presencial será na Livraria Arte e Letra (Rua Desembargador Motta, 2011 – Centro, Curitiba), no dia 20 de julho de 2022, às 19h, com a participação do autor Caio Ricardo Bona Moreira e do coordenador editorial da Editora Humana, Fernando Boppré.
Sobre o autor
Caio Ricardo Bona Moreira é professor e escritor, doutor em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com a tese Ruínas de um tempo/templo ou sobrevivências de Dario Vellozo na literatura presente, defendida em 2011, mestre em Ciências da Linguagem, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), autor dos livros Fábrica de Flores (Medusa, 2019), Papele (Medusa, 2019), Oriki Daqui (Medusa, 2019) e Esquinas (Micronotas, 2020). Leciona na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), campus da União da Vitória. (Foto: Luana Luise)
Sobre a coleção Biografemas
A grafia de uma vida é necessariamente o movimento desta vida. Biografemar é reconhecer na própria escrita a impossibilidade do todo, recusando a ilusão biográfica, escapando dos códigos e conexões lineares do gênero biográfico. Significa caminhar na direção do outro sabendo que não há como seguir pegadas de uma vida, sem deixar suas próprias marcas. Inspirado no conceito de biografema forjado por Roland Barthes, a coleção apresenta breves ensaios biográficos a respeito de artistas, cientistas, filósofos, educadores que, por algum motivo, hoje se encontram esquecidos ou afastados do cânone artístico e intelectual. Interessa-nos tomar a vida como um percurso que conecta a produção artística e intelectual de uma época, experiências daqueles viveram e/ou produziram à margem do seu próprio tempo ou em deliberado confronto com os cânones estabelecidos.
Título: Dario Vellozo: em busca do templo perdido
Autor: Caio Ricardo Bona Moreira
Capa, projeto gráfico e editoração: Aline Assumpção
Revisão: Zulma Neves de Amorim Borges
Coordenação da coleção Biografemas: Ricardo Machado
Lançamento: 28 de maio de 2022
Páginas: 128
Peso: 200g
Dimensões: 18 x 14 X 1cm
ISBN: 978-65-992233-6-5
segunda-feira, 2 de maio de 2022
Fis(s)uras, de Juan Terenzi
quinta-feira, 14 de abril de 2022
"Verde, Amarelo, Vermelho", de Luisandro Mendes de Souza
Notícia boa! Acaba de sair o romance "Verde, Amarelo, Vermelho" (Editora Kotter), do meu amigo Luisandro Mendes de Souza. Tive o prazer de escrever a apresentação. É um livraço desse professor, escritor e linguista que, além de mergulhar na semântica formal, caminha com perspicácia e sagacidade pela seara da literatura.
O livro pode ser adquirido aqui: https://kotter.com.br/loja/verde-amarelo-vermelho-luisandro-mendes-de-souza/?fbclid=IwAR06X3-k7DpaSUxzkAAl9xDswvxwOm65zKIOl_lxssVROfW4AyLAZVKjx4E
Apresentação
Quem nunca sentiu, pelo
menos uma vez, aquela estranha sensação de ser personagem da própria vida? Quem
nunca se perguntou qual é o seu papel nesse teatro? Talvez o protagonista de
“Verde Amarelo Vermelho” não seja de fato um personagem. Talvez ele seja o
leitor de nossa história (o leitor, aliás, sempre me pareceu um tipo estranho
de personagem). Talvez sejamos nós os atores. Ele nos mostra o quanto somos
fictícios. O que não significa que vivamos de mentira, mas que atuamos sempre
nesse espetáculo que é a realidade. Somos o Maurício interpretando nossa novela
cotidiana. Mas, simples como ele, nem percebemos que, no nosso drama, somos
sempre - e por direito - o personagem principal. O livro, assim, nos mostra o
quanto o ordinário pode morar no comum. Maurício é ordinário também no sentido
popular da palavra, um cafajeste, mas apenas porque deseja muito - e ao mesmo
tempo - Marias e Clarices e Claras e Patrícias e Vanessas. Sim, ele é um
personagem que deseja, e por isso sua vida desinteressante é tão interessante. Seu
desejo vem sempre assim, desavisado, como um pensamento, como “preciso tomar um
sorvete de pistache um dia desses”, e a vontade passa, mas o desejo não. E ele
está sempre ali, pronto para entrar em campo. Dois universos permeiam a
narrativa de Luisandro Mendes de Sousa, o do futebol e o do táxi. O livro faz
lembrar que nossa vida é sempre um jogo. Como Maurício, nos esforçamos para sermos
o juiz, mas nunca passamos de jogadores. Resta saber se nossas faltas nos
ajudarão a vencer as adversidades ou se nos trarão cartões amarelos ou
vermelhos. Somos também motoristas, tentando dirigir nossa própria vida, mas às
vezes, desgovernados, esquecemos de olhar para o sinal. Para entender melhor
tudo isso, o leitor deve começar logo a ler as páginas deste livro. Atenção
para o semáforo se abrindo, Vermelho, Amarelo... Verde... Aceleremos!
Caio Ricardo Bona Moreira
Driblando a morte com palavras
Jair da Silva, o Craque Kiko, acaba de lançar seu novo livro "Um tempo de Muitos Começos", pela editora Kotter. Tive a alegria de prefaciá-lo. Abaltazar Rei, o protagonista, é uma personagem que precisa ser conhecida pelas leitoras e leitores. Jair da Silva é um grande estudioso da memória esportiva de Porto União da Vitória, cronista, e mais recentemente autor de romances também.
Jair da Silva, o
Craque Kiko, tem brindado o público com uma vasta produção literária. Das
publicações sobre a memória esportiva regional - seja nas crônicas
jornalísticas ou nos livros que abordam a história do futebol local - a novelas
literárias com suas curiosas intrigas, não sem uma boa dose de suspense, o
escritor vem se destacando entre os narradores do Vale do Iguaçu.
Em um mundo no
qual a literatura, a cada dia que passa, se torna mais necessária por promover
com suas fabulações uma reflexão sobre a vida que desejamos - por nos convidar
a viver outras vidas e por meio desse contato imaginar outras possibilidades de
existência no mundo em que vivemos -, escrever passa a ser um ato, então, de
grande importância. Publicar, a despeito de todas as dificuldades inerentes, é
um ato de coragem. Por isso saúdo a chegada desta nova novela que o autor traz
a lume.
Este é um livro
que pode cativar os leitores desde as primeiras páginas. Nelas, uma certa
poesia reproduz um ambiente paranaense que ajuda a forjar o caráter de suas
personagens e a beleza do livro.
Há uma candura na
figura de Abalthazar, o protagonista, que vem talvez de sua vivência
interiorana, cuja simplicidade não deve ser confundida com falta de
profundidade. Pelo contrário, há uma riqueza que se esconde por trás do sujeito
comum, como uma boa prosa pode nascer entre uma cuia e outra de chimarrão. É
isto, Jair é um bom contador de histórias. Deu vontade de tomar chimarrão com
ele. Não é isso o mais importante na literatura, saber convidar o leitor a
percorrer com olhos curiosos as páginas de um livro?
Quando comecei a
ler “Um tempo de muitos começos”, fui logo pensando: como isso vai terminar? Para
que lado irá esse personagem? É um drama? Quando concluí a leitura, imaginei: E
como tudo isso vai continuar depois do fim? Como seria se pudéssemos participar
da trama, transformando o destino das histórias? Pensar sobre a vida dos outros
é um convite para uma transformação intimamente nossa. Por isso também a
literatura é tão interessante.
As personagens deste
livro são comuns. Parecidas com nossos vizinhos ou parentes aqui do Porto ou de
União. São eles, somos nós que estamos aí. Quem nunca viveu um drama? Quem
nunca ouviu de um conhecido um causo cujo enredo daria um filme? Serão as
personagens um retrato do que somos? Ou nós é que somos personagens deste livro
que chamamos de vida?
Lendo as páginas
desta novela, lembrei de Guimarães Rosa, em suas Veredas: “Viver é muito
perigoso”. Veredas são caminhos e quando se escolhe ir para um lado, estamos
perdendo o outro, estamos sim alterando toda a rota, a nossa, e a daqueles que
nos rodeiam. O livro mostra isso: A vida é feita de escolhas. Sem abrir o
livro, como o Caderno Rosa que alguém guardou um dia em um cofre, fica difícil
saber o final da história, fica mais difícil mudar o destino. Enquanto o tempo
da vida passa, e o ponteiro vai marcando mais um, no fundo ele está dizendo: menos
um, menos um. Aprendi essa lição com Mario Peixoto e reaprendo novamente com
este livro. Difícil driblar o tempo, a morte, mas a literatura, com suas
palavras, nos ajuda. A Sherazade, do livro “As Mil e uma Noites”, que o diga.
Ela soube fazer da vida um tempo de muitos começos. Com arte, vive-se melhor.
Ou ainda, com arte é mais possível viver. Mas enfim, o tempo está passando e o
livro está aí em suas mãos e então é melhor você começar a lê-lo.
Caio Ricardo Bona Moreira
quarta-feira, 6 de abril de 2022
CBN em Prosa e Verso
📚 Autor dos livros Esquinas, Fábrica de Flores, Oriki Daqui, Papele, e outros que estão por vir.
E ele é o novo colunista da CBN Vale do Iguaçu - 106.5 FM. A coluna vai ao ar sempre às quintas-feiras, às 14h25, durante o programa CBN Tarde de Notícias. A coluna contará com participações de escritores.
https://www.vvale.com.br/cbnvaledoiguacu/
"Moacir"
"Moacir" é um poema que escrevi para meu avô. É sobre ele, mas também sobre aqueles que vieram antes dele, e para os que virão depois. Foi publicado inicialmente numa edição da @quintamaldita , do Demétrio Panarotto. Aqui, o poema pode ser ouvido na linda voz da poeta Elisa Tonon. Na foto, meu avô, criança, no colo de seu pai João Moreira.
Poema:









































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