domingo, 31 de julho de 2022

Lançamento de "Dario Vellozo: em busca do templo perdido"




Em Curitiba, no dia 20 de julho, às 19h, na livraria Arte e Letra, aconteceu o lançamento do livro “Dario Vellozo: em busca do templo perdido” (Humana Editora), de Caio Ricardo Bona Moreira. Aconteceram leituras de textos de Dario Vellozo por membros do Centro de Letras do Paraná, da Academia Feminina de Letras do Paraná, da Academia Paranaense da Poesia, da União Brasileira de Trovadores – Seção Curitiba, do Centro Paranaense Feminino de Cultura, da Academia de Letras José de Alencar e do Instituto Neo-Pitagórico. Dario Vellozo foi um dos nomes mais importantes da poesia simbolista paranaense. O evento contou com a presença do editor e escritor Fernando Broppré, que lançou lá seu livro "Sándor Lénárd no fim do mundo". O evento contou com uma fala do poeta e músico Manoel Anísio Moscalewski.
















































quinta-feira, 14 de julho de 2022

Lançamento do livro "Dario Vellozo: em busca do templo perdido", em Curitiba

 


Lançamento do livro "Dario Vellozo: em busca do templo perdido", em Curitiba, na Livraria Arte e Letra. No próximo dia 20, às 19h. Ocorrerá também o lançamento do livro Sándor Lénárd, de Fernando Bopré. Ambos integram a coleção Biografemas da @humanasebolivraria . Além da conversa com os autores, acontecerão leituras de textos de Dario Vellozo por membros do Centro de Letras do Paraná, da Academia Feminina de Letras do Paraná, da Academia Paranaense da Poesia, da União Brasileira de Trovadores – Seção Curitiba, do Centro Paranaense Feminino de Cultura, da Academia de Letras José de Alencar e do Instituto Neo-Pitagórico.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Lançamento presencial do livro Dario Vellozo: em busca do Templo Perdido

 


O lançamento do livro "Dario Vellozo: em busca do Templo Perdido" (Humana Editora) aconteceu no Café Topázio, em Porto União (SC), na noite de 28 de maio de 2022.






































Lançamento do livro Dario Velloso: em busca do templo perdido



Live de lançamento do livro Dario Vellozo: em busca do templo perdido:

https://www.youtube.com/watch?v=4uG9yJ2z2QI






sexta-feira, 13 de maio de 2022

Dario Vellozo: em busca do templo perdido




 Com alegria, comunico o lançamento de meu novo livro, "Dario Vellozo: Em busca do Templo perdido"


Sinopse

O livro apresenta um passeio pela vida e obra do poeta simbolista Dario Vellozo (1869-1937), curiosa figura que viveu em Curitiba no final do século XIX e início do XX. É também o relato de uma busca por seus passos.

Professor de história, teurgo, esgrimista, livre-pensador, homeopata, tipógrafo, agitador cultural, polemista, Dario foi também um entusiasta da cultura clássica grega, tendo promovido na cidade eventos como as Festas da Primavera, que tinham como intuito reavivar a Hélade pagã em plena modernidade. No bairro Vila Izabel, construiu o Templo das Musas, que ainda hoje é sede Instituto Neo-Pitagórico, uma frateria fundada com o objetivo de estimular, por meio do culto a Pitágoras, a cultura, a amizade, e o estudo. Paralelamente, ligou-se ao esoterismo, tendo publicado uma série de revistas com interesse místico, filosófico e literário.

O mago chegou a criar uma comunidade na cidade de Rio Negro, em 1914, que faz divisa com Santa Catarina. Ali, no lugar que chamou de Nova Krótona, criou a Escola Brasil Cívico, com uma pedagogia alternativa. O livro aborda o contato entre o escritor e outras personalidades como Philéas Lebesgue, Albert V. Fric, Roberto de las Carreras, Ida Hoffmann, Raymond Costet, Olavo Bilac. Dario Vellozo: em busca do Templo perdido revisita a belle époque curitibana para abordar a pervivência da poética simbolista na obra de autores contemporâneos. O poeta Paulo Leminski, que considerou Dario a figura mais interessante do simbolismo paranaense, aparece sentado na escadaria do Templo, inscrevendo assim um tempo em outro.

Este título compõe a coleção Biografemas da Editora Humana e foi contemplado com recursos do Edital Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura do Governo do Estado de Santa Catarina.


Lançamentos

O livro será lançado presencialmente no dia 28 de maio de 2022, às 19h30, na cidade de Porto União (SC). O evento contará com a presença do autor e ocorrerá no Café Topázio (Rua Frei Rogério, 118 – Centro, Porto União).

No dia 23 de maio, às 18h30, ocorrerá uma transmissão ao vivo pelo canal da Humana Sebo e Livraria no Youtube, com a participação do autor, de Fernando Boppré (coordenador editorial da Editora Humana), de Ricardo Machado (organizador da Coleção Biografemas, historiador e professor da Universidade Federal da Fronteira Sul) e a presença especial de Manoel Anísio Moscalewski, poeta e músico,
membro honorário do Centro de Letras do Paraná, membro da Academia Paranaense da Poesia e da UBT Curitiba.

Em Curitiba, o lançamento presencial será na Livraria Arte e Letra (Rua Desembargador Motta, 2011 – Centro, Curitiba), no dia 20 de julho de 2022, às 19h, com a participação do autor Caio Ricardo Bona Moreira e do coordenador editorial da Editora Humana, Fernando Boppré.




Sobre o autor




Caio Ricardo Bona Moreira é professor e escritor, doutor em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com a tese Ruínas de um tempo/templo ou sobrevivências de Dario Vellozo na literatura presente, defendida em 2011, mestre em Ciências da Linguagem, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), autor dos livros Fábrica de Flores (Medusa, 2019), Papele (Medusa, 2019), Oriki Daqui (Medusa, 2019) e Esquinas (Micronotas, 2020). Leciona na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), campus da União da Vitória. (Foto: Luana Luise)


Sobre a coleção Biografemas

A grafia de uma vida é necessariamente o movimento desta vida. Biografemar é reconhecer na própria escrita a impossibilidade do todo, recusando a ilusão biográfica, escapando dos códigos e conexões lineares do gênero biográfico. Significa caminhar na direção do outro sabendo que não há como seguir pegadas de uma vida, sem deixar suas próprias marcas. Inspirado no conceito de biografema forjado por Roland Barthes, a coleção apresenta breves ensaios biográficos a respeito de artistas, cientistas, filósofos, educadores que, por algum motivo, hoje se encontram esquecidos ou afastados do cânone artístico e intelectual. Interessa-nos tomar a vida como um percurso que conecta a produção artística e intelectual de uma época, experiências daqueles viveram e/ou produziram à margem do seu próprio tempo ou em deliberado confronto com os cânones estabelecidos.

Título: Dario Vellozo: em busca do templo perdido
Autor: Caio Ricardo Bona Moreira
Capa, projeto gráfico e editoração: Aline Assumpção
Revisão: Zulma Neves de Amorim Borges
Coordenação da coleção Biografemas: Ricardo Machado
Lançamento: 28 de maio de 2022
Páginas: 128
Peso: 200g
Dimensões: 18 x 14 X 1cm
ISBN: 978-65-992233-6-5

Para adquirir o livro:


Live de lançamento do livro promovida pela Humana Editora:



Divulgação :

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Fis(s)uras, de Juan Terenzi








Está saindo pela editora Micronotas o livro "Fissuras", do poeta e tradutor Juan Terenzi. Tive o prazer de escrever a orelha. Os poemas dessa bela edição atuam na confluência amorosa, mas não sem conflito, de dois territórios, que são dois idiomas. Sua poesia está na fronteira, ou melhor, no limiar, onde as línguas se amam e se armam. Nas frestas falam sempre as fissuras. A edição está linda!

Orelha: 

Serpiente o ser puente?

Aqui, duas línguas estão postas em confluência amorosa. Elas se amam, poderíamos dizer, mas não sem confronto. Por isso, ariscas se arriscam fazendo nascer no atrito da fricção a faísca da poesia. Elas dançam e assim se enlaçam, ambas na mesma vertigem. E como num poema de Christophe Tarkos, elas se beijam e vão se acariciando mutuamente na boca do poeta. E lá onde uma língua toca a outra, Juan Terenzi multiplica as possibilidades sonoras e simbólicas de seu jogo. Tal experiência põe em evidência a própria complexidade da fronteira, entendida como zona estável e precisa. É expandindo o idioma para além do seu limite que a poesia cumpre a vocação de uma deriva nômade. Que terceira língua é essa? Que geografia está implicada aqui? A do confim, certamente, na qual é abolido o limite preciso entre o dentro e o fora, o eu e o outro, Troia e Desterro. O problema das identidades está lançado. Duas línguas se amam e se armam, se tocam e se trocam, abrindo-se para um limiar. Às vezes, o encontro sonoro só se dá pela mistura das duas línguas. É quando a heteroglossia salva a rima. A poesia, assim, se constrói como diferença. É também uma política. Naturalmente, essa riqueza amplia as potencialidades sígnicas dos poemas ao passo que complexifica a oposição de dois termos no seu desejo de Neutro. Tal jogo faz lembrar as escritas inventivas e radicais de Douglas Diegues e Wilson Bueno, embora estas também lhe sejam bastante diferentes. A zona de indeterminação linguística é o território sobre o qual se move a língua literária de Fis(s)uras. Leio o livro perguntando o que lhe motiva em cada lance a passagem de um registro a outro? E aos poucos vou descobrindo uma resposta. É a língua que cavalga o poema e não o seu contrário. José Martí bem disse que “la lengua es jinete del pensamento y no su caballo”. O poema é esse sol que passeia al revés. No fim, desnudos estão o poeta e a língua. E o jinete acaba por ser esse mago alquimista amante e lutador, indecidido entre “el que no sigue nada fijo o / aquele que une dois em um”. Que bela luta amorosa e estrangeira.

Caio Ricardo Bona Moreira


 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

"Verde, Amarelo, Vermelho", de Luisandro Mendes de Souza



Notícia boa! Acaba de sair o romance "Verde, Amarelo, Vermelho" (Editora Kotter), do meu amigo Luisandro Mendes de Souza. Tive o prazer de escrever a apresentação. É um livraço desse professor, escritor e linguista que, além de mergulhar na semântica formal, caminha com perspicácia e sagacidade pela seara da literatura.

O livro pode ser adquirido aqui: https://kotter.com.br/loja/verde-amarelo-vermelho-luisandro-mendes-de-souza/?fbclid=IwAR06X3-k7DpaSUxzkAAl9xDswvxwOm65zKIOl_lxssVROfW4AyLAZVKjx4E


Apresentação


Quem nunca sentiu, pelo menos uma vez, aquela estranha sensação de ser personagem da própria vida? Quem nunca se perguntou qual é o seu papel nesse teatro? Talvez o protagonista de “Verde Amarelo Vermelho” não seja de fato um personagem. Talvez ele seja o leitor de nossa história (o leitor, aliás, sempre me pareceu um tipo estranho de personagem). Talvez sejamos nós os atores. Ele nos mostra o quanto somos fictícios. O que não significa que vivamos de mentira, mas que atuamos sempre nesse espetáculo que é a realidade. Somos o Maurício interpretando nossa novela cotidiana. Mas, simples como ele, nem percebemos que, no nosso drama, somos sempre - e por direito - o personagem principal. O livro, assim, nos mostra o quanto o ordinário pode morar no comum. Maurício é ordinário também no sentido popular da palavra, um cafajeste, mas apenas porque deseja muito - e ao mesmo tempo - Marias e Clarices e Claras e Patrícias e Vanessas. Sim, ele é um personagem que deseja, e por isso sua vida desinteressante é tão interessante. Seu desejo vem sempre assim, desavisado, como um pensamento, como “preciso tomar um sorvete de pistache um dia desses”, e a vontade passa, mas o desejo não. E ele está sempre ali, pronto para entrar em campo. Dois universos permeiam a narrativa de Luisandro Mendes de Sousa, o do futebol e o do táxi. O livro faz lembrar que nossa vida é sempre um jogo. Como Maurício, nos esforçamos para sermos o juiz, mas nunca passamos de jogadores. Resta saber se nossas faltas nos ajudarão a vencer as adversidades ou se nos trarão cartões amarelos ou vermelhos. Somos também motoristas, tentando dirigir nossa própria vida, mas às vezes, desgovernados, esquecemos de olhar para o sinal. Para entender melhor tudo isso, o leitor deve começar logo a ler as páginas deste livro. Atenção para o semáforo se abrindo, Vermelho, Amarelo... Verde... Aceleremos!

 Caio Ricardo Bona Moreira


Driblando a morte com palavras

 

Jair da Silva, o Craque Kiko, acaba de lançar seu novo livro "Um tempo de Muitos Começos", pela editora Kotter. Tive a alegria de prefaciá-lo. Abaltazar Rei, o protagonista, é uma personagem que precisa ser conhecida pelas leitoras e leitores. Jair da Silva é um grande estudioso da memória esportiva de Porto União da Vitória, cronista, e mais recentemente autor de romances também.


 Prefácio

Jair da Silva, o Craque Kiko, tem brindado o público com uma vasta produção literária. Das publicações sobre a memória esportiva regional - seja nas crônicas jornalísticas ou nos livros que abordam a história do futebol local - a novelas literárias com suas curiosas intrigas, não sem uma boa dose de suspense, o escritor vem se destacando entre os narradores do Vale do Iguaçu.

Em um mundo no qual a literatura, a cada dia que passa, se torna mais necessária por promover com suas fabulações uma reflexão sobre a vida que desejamos - por nos convidar a viver outras vidas e por meio desse contato imaginar outras possibilidades de existência no mundo em que vivemos -, escrever passa a ser um ato, então, de grande importância. Publicar, a despeito de todas as dificuldades inerentes, é um ato de coragem. Por isso saúdo a chegada desta nova novela que o autor traz a lume.  

Este é um livro que pode cativar os leitores desde as primeiras páginas. Nelas, uma certa poesia reproduz um ambiente paranaense que ajuda a forjar o caráter de suas personagens e a beleza do livro.

Há uma candura na figura de Abalthazar, o protagonista, que vem talvez de sua vivência interiorana, cuja simplicidade não deve ser confundida com falta de profundidade. Pelo contrário, há uma riqueza que se esconde por trás do sujeito comum, como uma boa prosa pode nascer entre uma cuia e outra de chimarrão. É isto, Jair é um bom contador de histórias. Deu vontade de tomar chimarrão com ele. Não é isso o mais importante na literatura, saber convidar o leitor a percorrer com olhos curiosos as páginas de um livro?

Quando comecei a ler “Um tempo de muitos começos”, fui logo pensando: como isso vai terminar? Para que lado irá esse personagem? É um drama? Quando concluí a leitura, imaginei: E como tudo isso vai continuar depois do fim? Como seria se pudéssemos participar da trama, transformando o destino das histórias? Pensar sobre a vida dos outros é um convite para uma transformação intimamente nossa. Por isso também a literatura é tão interessante.

As personagens deste livro são comuns. Parecidas com nossos vizinhos ou parentes aqui do Porto ou de União. São eles, somos nós que estamos aí. Quem nunca viveu um drama? Quem nunca ouviu de um conhecido um causo cujo enredo daria um filme? Serão as personagens um retrato do que somos? Ou nós é que somos personagens deste livro que chamamos de vida?

Lendo as páginas desta novela, lembrei de Guimarães Rosa, em suas Veredas: “Viver é muito perigoso”. Veredas são caminhos e quando se escolhe ir para um lado, estamos perdendo o outro, estamos sim alterando toda a rota, a nossa, e a daqueles que nos rodeiam. O livro mostra isso: A vida é feita de escolhas. Sem abrir o livro, como o Caderno Rosa que alguém guardou um dia em um cofre, fica difícil saber o final da história, fica mais difícil mudar o destino. Enquanto o tempo da vida passa, e o ponteiro vai marcando mais um, no fundo ele está dizendo: menos um, menos um. Aprendi essa lição com Mario Peixoto e reaprendo novamente com este livro. Difícil driblar o tempo, a morte, mas a literatura, com suas palavras, nos ajuda. A Sherazade, do livro “As Mil e uma Noites”, que o diga. Ela soube fazer da vida um tempo de muitos começos. Com arte, vive-se melhor. Ou ainda, com arte é mais possível viver. Mas enfim, o tempo está passando e o livro está aí em suas mãos e então é melhor você começar a lê-lo.  


Caio Ricardo Bona Moreira

 

 


quarta-feira, 6 de abril de 2022

CBN em Prosa e Verso

 

Nos vemos lá na CBN!



🙋🏻‍♂️ Caio Ricardo Bona Moreira

📚 Autor dos livros Esquinas, Fábrica de Flores, Oriki Daqui, Papele,  e outros que estão por vir.

E ele é o novo colunista da CBN Vale do Iguaçu - 106.5 FM. A coluna vai ao ar sempre às quintas-feiras, às 14h25, durante o programa CBN Tarde de Notícias. A coluna contará com participações de escritores.

Link da coluna:


Link da Rádio:

https://www.vvale.com.br/cbnvaledoiguacu/


"Moacir"


"Moacir" é um poema que escrevi para meu avô. É sobre ele, mas também sobre aqueles que vieram antes dele, e para os que virão depois. Foi publicado inicialmente numa edição da @quintamaldita , do Demétrio Panarotto. Aqui, o poema pode ser ouvido na linda voz da poeta Elisa Tonon. Na foto, meu avô, criança, no colo de seu pai João Moreira.

Poema:

https://www.youtube.com/watch?v=rqwJhaSnPUs